Estudo de Harvard conclui que Microsoft Powerpoint é uma colossal perda de tempo e dinheiro – Meio Bit

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Todo executivo, diretor, gerente que seja, que passou meia-hora escolhendo clipart do Corel Draw pra montar uma apresentação do Microsoft Powerpoint se sente o Steve Jobs em pessoa, enquanto quem está assistindo se sente o pâncreas dele ao ouvir as palavras “terapia holística alternativa”.

O Microsoft Powerpoint se tornou “a” ferramenta para apresentações, mas a ciência vem descobrindo o que todo mundo suspeita, talvez esse tipo de apresentação não seja realmente benéfica para o ambiente corporativo, e o Powerpoint como um todo, seja um erro.

Algo que escapa da maioria das pessoas é que criar uma apresentação instigante, informativa, cativante e memorável não é fácil. A Apple tinha dezenas de pessoas entre roteiristas, coaches (no bom sentido) e especialistas em ritmo, dinâmica de palco, etc. As apresentações do Steve Jobs eram feitas, refeitas, ensaiadas, testadas, afinadas e otimizadas.

Não vai ser o Dr Armando do RH que vai conseguir repetir isso.

O resultado são as apresentações chatas e intermináveis, que já me fizeram cair no sono (a sério) mais de uma vez, pois o mais comum é o sujeito escrever um slide com umas 500 palavras, entre tópicos, subtópicos e asteriscos, aí ele vai e… lê tudo que está sendo mostrado no projetor.

Claro, é pior ainda quando o sujeito resolve ser criativo.

Entra a Ciência

Um monte de gente sempre desconfiou que o Microsoft Powerpoint (e todos os menos bem-sucedidos softwares de apresentação, claro, estamos falando do conceito, não do produto) não era essa groselha toda, e em 2007 uma pesquisa da Universidade de New South Wales descobriu que as pessoas retinham menos informação depois de uma apresentação de Powerpoint do que com uma apresentação verbal normal.

A explicação: Nossos cérebros são máquinas gelatinosas de aprender, mas se entediam facilmente. Por isso gostamos tanto de experiências sensoriais complexas, e um show ao vivo sempre é mais empolgante que um show visto no cinema. Além da visão e audição todos os outros sentidos são estimulados, mas com um ponto em especial:

São estímulos diferentes. Junto da vibração do som em seu peito, a música nos ouvidos, você sente o cheiro dos fogos de artifício, o calor das pessoas à sua volta.

Já uma apresentação de Powerpoint mal-feita comete o pior pecado para nosso cérebro: Nos enche de informação redundante.

Sabe a vontade desesperada de pular a abertura das séries, o desespero de gritar “eu já sei!!” quando escuta a mesma apresentação de segurança no avião pela enésima vez? É o cérebro se entediando. E quando ele se entedia, pode chegar a extremos como um fenômeno relativamente comum chamado Hipnose de Estrada (tenho um bom artigo sobre isso aqui), as pessoas chegam a dormir no volante, mas não de cansaço, e não exatamente sono. O cérebro apenas desliga as funções cognitivas, você entra em stand-by, enquanto a parte necessária para dirigir continua funcionando.

O sujeito pisca, e quando percebe está a quilômetros de onde estava.

Com a apresentação ruim do Microsoft Powerpoint, nós estamos recebendo a mesma informação duas vezes, estamos lendo o texto no slide, e o sujeito apresentando está lendo de novo, e como agravante pelo ordem nós sabemos o que ele vai falar em seguida.

O cérebro começa a se distrair, a devanear, e acabamos esquecendo o que foi apresentado.

Uma pesquisa mais recente, feita pela Universidade de Harvard, foi além. Em um teste duplo-cego, eles testaram apresentações em Microsoft Powerpoint, ZUIs (Zoomable User Interfaces) e apresentações orais puras.

O resultado? As ZUIs venceram, foram consideradas as melhores apresentações, passando como mais organizadas, persuasivas, instigantes e efetivas. Quando à apresentação em Powerpoint? Não ficou melhor rankeada que a apresentação oral sem nenhum auxílio visual.

Ah sim, que diabos é uma ZUI? É esse tipo de apresentação aqui:

Que, claro, NENHUM executivo vai fazer no dia-a-dia.

Juntando o resultado dos dois estudos, que o Microsoft Powerpoint, mesmo bom não é melhor que uma apresentação oral, e Powerpoint repetitivo torna a memorização ineficiente, podemos concluir que o Powerpoint é mais que inútil, é nefasto e causa danos inestimáveis a empresas em todo o mundo. E para piorar mais ainda, são feitas 30 milhões de apresentações de Powerpoint todos os dias. Quer estimar qual o percentual delas que sequer são razoáveis? Eu não.

BÔNUS:

Nada mais justo que depois de tanta desgraça, eu apresente o melhor Microsoft Powerpoint do Universo: Foi parte da parte humorística do encontro anual da Associação Americana para o Avanço da Ciência, em 2007, foi cometido por um sujeito chamado Doug Zongker, da Universidade de Washington:

E antes que você pergunte, sim, o paper está disponível, e é melhor que o do Tedson.

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